Monday, February 14, 2011

A culpa

as pessoas tem a péssima mania de achar culpados para os problemas e não pensar em solucões possíveis para resolve-los.

Ainda não sei se isso é algo do ser humano, cultural, ou qualquer coisa do tipo.

denis rocha

nota mental

Levar mais a sério coisas que mereçam!

denis rocha

Wednesday, January 19, 2011

Freud em Wall Street

“A felicidade não está concentrada nos pronunciamentos do presidente do Banco Central, nem na cobertura com quatro suítes anunciada no jornal, nem na concessionária da esquina. A felicidade tampouco está em algum serviço com prefixo 0900, não está em Bali e nem na farmácia que vende Prozac sem receita. Essa tal felicidade, mais procurada que bandido de história em quadrinho e filho desaparecido, não mora num único endereço. Ela tem uma escova de dentes em cada lugar. Se não me engano foi Freud quem disse que, assim como um prudente homem de negócios não coloca todo seu capital num único investimento, não se deve esperar toda a satisfação de uma única fonte. Os riscos são altíssimos.


Uma profissão, pra começar. Deposite seus melhores neurônios nessa conta e corra atrás da rentabilidade. Uma viagem. Duas. Várias. Retorno garantido.
Um hobby. Pintura, aeromodelismo, Internet, pólo aquático, uma horta, origami, criação de orquídeas, voluntariado. Um prazer secreto, cuja senha só você conheça.


O excedente aplique em livros, discos, delicatessens, cinema, num bom par de tênis, num colchão box springs, em silêncios, luares, conversas, sexo e num computador. Na falta de dinheiro e noções de informática, vale um grosso caderno de pauta. Escreva. Sonhe. Enlouqueça uma hora por semana. Não espere toda a felicidade de uma única fonte. É Freud ensinando como economizar lamúrias.”


(por Martha Medeiros - publicado na Revista Época)

Tuesday, November 16, 2010

Inspire-se

Pense, corra, sinta, fale, mude, ouça, crie, faça, ande, olhe, chore, ria, grite,
sirva, encontre, ensine, aceite, ajude, compre, lembre, curta, conheça, viaje, sorria, consuma, entenda, ame, goste, plante, troque, viva!

Poderia escreve mais um tanto aqui (talvez seja um outro post).

Não há fórmulas e nem caminhos definidos e sim determinação e vontade. As boas ideias estão nas pessoas, então pense, fale, ouça, mude…

denis rocha

Tuesday, November 2, 2010

recheio x acabamento

É engraçado como designer - acredito que em outras profissões também - existe um perfil muito estereotipado de como você deve ser, o que deve vestir, ouvir e ser na época da faculdade. Eram óculos de armação preta, tênis colorido, calça jeans, camiseta com estampas bacanas, algumas tatuagens aparecendo, piercings e alargadores.

Eu por muitas vezes, ficava pensando comigo mesma, o que aquelas pessoas que não estavam dentro do “estereotipado”, se tornariam na vida. (Tenho mania de imaginar pessoas que vejo em outras situações, como dirigindo um carro, pedindo a conta em um restaurante, brigando com a namorada, enfim. Mania de observar comportamento e porque não, mania de observar manias.)

Olhava para aqueles tipos esquisitos meio góticos, ou aqueles mais quietos (me sentindo “A Normal”) e pensava que qualquer dia poderiam fazer como o coreano que entrou na escola e matou uma galera, de tão estranhos que eram aos meus olhos. Mas por estar em um ambiente de faculdade, pensava o que aquelas pessoas se tornariam? Quem contrataria uma gótica que usava coturnos e sobretudo preto em pleno verão de 30 graus? Quem contrataria um japonês que não sabia nem falar “oi” sem tremer nas bases? Quem contrataria um cara com um alargador do tamanho de uma bolacha bono na orelha?

Hoje, uns anos depois, já sei de muitas histórias de alguns deles, e todos os “bizarros” - ao meu ponto de vista, que isso fique claro - obviamente foram contratados, trabalham, tem namorados(as) e alguns até família já rs.

A verdade é que a gente amadurece e a vida esfrega na nossa cara que a aparência não é o recheio, e sim um mero acabamento. Aquela laminação fosca, ou o verniz UV que você colocou na sua peça, não são nada sem o conceito e a ideia que existe por trás daquela marca. O coturno, os alargadores ou a timidez também não querem dizer nada a respeito de ninguém, a não ser que estejam acompanhados de pessoas com boas histórias e bom caráter. O que as pessoas vão memorizar deverá ser a sua marca, e não o verniz. Deverá ser a pessoa, e não o coturno preto.

Ainda bem que existem pessoas que conseguem enxergar além desses “acabamentos”. Ainda bem que no mercado profissional ou de relacionamentos (rs) existe gosto e espaço pra todo mundo. Ainda bem que acasos acontecem nas nossas vidas, e fazem com que nos deparemos com o “japonês que tremia nas bases”, ou o “menino da bolacha bono na orelha” e ver que o recheio daquilo pode ser raro e interessante.

E conhecer pessoas interessantes é um catalisador para novas ideias. E novas ideias é o que a nossa profissão precisa. Acho que então tudo faz sentido agora.

giovana orlandeli